sexta-feira, 22 de maio de 2009

Desafios Matemáticos

Desafio 1
Um pequeno caminhão pode carregar 50 sacos de areia ou 400 tijolos. Se foram colocados no caminhão 32 sacos de areia, quantos tijolos pode ainda ele carregar?


Desafio 2
Quatro amigos vão ao museu e um deles entra sem pagar. Um fiscal quer saber quem foi o penetra:

– Eu não fui, diz o Benjamim.

– Foi o Pedro, diz o Carlos.
– Foi o Carlos, diz o Mário.
– O Mário não tem razão, diz o Pedro.

Só um deles mentiu. Quem não pagou a entrada?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

MAIS ILUSÃO


Observem bem a imagem: os círculos parecem mover-se; no entanto são estáticos. Trata-se, como é evidente, de uma mera ilusão de óptica. Há muitos tipos de ilusões de óptica, como estas mas os efeitos deste gênero, ondulantes ou cintilantes, chegam até a provocar tonturas e mau-estar no observador. O responsável é o japonês Akiyoshi Kitaoka, um professor de psicologia que há vários anos se dedica a estudar este tipo de efeitos.
As figuras são experiências visuais destinadas a testar uma dada teoria e exploram, no fundo, as limitações da nossa visão. São essas imperfeições que nos dão a sensação de um movimento inexistente, resultado de uma "anomalia" na visão periférica em relação à percepção da luz e da cor que ocorre na maioria dos indivíduos. Todavia, nem todos conseguem ver os efeitos esperados.

sábado, 16 de maio de 2009

RÁDIO MATEMÁTICAKI
Deixe aqui suas sugestões / recados para serem veiculados na programação da rádio Matemáticaki.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

Poesia Matemática
Millôr Fernandes
Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhoso Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
oralidade
como aliás em qualquer
sociedade.

Texto extraído do livro "Tempo e Contratempo", Edições O Cruzeiro - Rio de Janeiro, 1954, pág. sem número, publicado com o pseudônimo de Vão Gogo.
TIRINHA